Os filhos de Kurt - página 16
“A primeira coisa a fazer é afixarmos, nos prédios em volta da praceta, uns panfletos a perguntar se alguém viu esse género miúdos nas proximidades. Deixamos o nosso contacto nos panfletos, naturalmente. Depois, temos de gastar algum dinheiro para pôr anúncios em jornais regionais e nacionais, de conteúdo semelhante ao dos panfletos. Mas temos de conceber, com muito cuidado, o que vamos escrever nos panfletos e nos anúncios. Temos de redigi-los da forma mais séria e profissional possível. Senão, ninguém vai ligar ao que dizemos!”, considera Ricardo, edificando um plano de acção com o qual João concorda. “Ainda bem que ficaste entusiasmado com esta cena. Estávamos a ficar bué depressivos! O que é que achas de termos atendido o gajo, o Celso, lá no escritório? Não se criou um ambiente fixe, porreiro, ao estilo do Sherlock Holmes?”, questiona o irmão mais novo, contente por ver Ricardo tão aplicado na investigação do mistério. Este só espera que os dois consigam resolver aquele caso e que tal resolução provoque algum impacto na opinião pública, para que a agência SIGILON seja reconhecida.
