Os filhos de Kurt - página 10
Os dias passam. Ricardo Azumbsen sente-se um bocado frustrado. A ausência de casos e de clientes faz-lhe recordar o estado de ânsia e desencanto em que vivia, quando não tinha um emprego para se aplicar, uma profissão onde investir. Observa, novamente, o tempo a passar, a escoar-se sem qualquer perspectiva real de vida ou de carreira para o futuro. João Azumbsen, apesar de não gostar do fracasso inicial que a agência de detectives está a ser, entretém-se a estudar para as cadeiras que lhe faltam fazer, no penúltimo ano da faculdade. Ricardo acha que o seu irmão anda muito despreocupado com o facto do projecto em que investiram se mostrar improfícuo. Por vezes não se contém e recrimina João por este aparentar um certo desleixo em relação à situação em que vivem. Durante duas semanas, nada de especial acontece, os dois permanecem na vivenda, à espera de serem contactados para prestarem os seus serviços. Uma espera desesperante para Ricardo, enfadonha para João. Duas semanas onde as tensões entre ambos irrompem em discussões inconsequentes.
Ao fim desses quinze dias, enquanto vegetam na sala de estar do andar de cima da vivenda, Ricardo, enervado, explode:“ Não sei de quem foi a ideia de termos feito este estúpido investimento! Isto não está a dar nada! Isto é uma merda! Mais vale mudarmos de negócio!”. João, ao raciocínio esbaforido do irmão, contrapõe com uma sugestão: “Tens de ter calma! Já calculávamos que isto não ia ser fácil! Temos de procurar um mistério marado e sermos nós próprios a resolve-lo!”. “Pois! O problema é que neste País, em Portugal, nunca acontece nada, a não ser esporadicamente! Estou a pensar em desistir disto! A sério! Fazemos outra coisa qualquer!”, afirma Ricardo com uma veemência que incomoda João.
Ao fim desses quinze dias, enquanto vegetam na sala de estar do andar de cima da vivenda, Ricardo, enervado, explode:“ Não sei de quem foi a ideia de termos feito este estúpido investimento! Isto não está a dar nada! Isto é uma merda! Mais vale mudarmos de negócio!”. João, ao raciocínio esbaforido do irmão, contrapõe com uma sugestão: “Tens de ter calma! Já calculávamos que isto não ia ser fácil! Temos de procurar um mistério marado e sermos nós próprios a resolve-lo!”. “Pois! O problema é que neste País, em Portugal, nunca acontece nada, a não ser esporadicamente! Estou a pensar em desistir disto! A sério! Fazemos outra coisa qualquer!”, afirma Ricardo com uma veemência que incomoda João.

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