Os filhos de Kurt - página 15
Entretanto, aparece um homem que, certamente, andava pela zona, a passear o seu cão. O homem surpreende os três com uma inesperada pergunta ao assustado consumidor de haxe: “Então, já deixou as crianças em casa? Os miúdos estavam muito divertidos a brincar!”. Estupefacto, Celso, após alguma hesitação, questiona-o se ele estava a falar das crianças vestidas de preto, que vagueavam pela praceta. “Sim. Não estava a tomar conta delas? Que estranho! Passei ao lado da praceta, enquanto passeava o meu cão, e ia jurar que você andava a controlar as brincadeiras dos quatro miúdos. “, afirma o homem, que, indirectamente, demonstra aos irmãos Azumbsen, a veracidade das palavras de Celso. Este inquire o homem sobre o número de crianças que estavam na praceta.
“Quatro miúdos? Sim. Lembro-me bem. Dois ao pé do baloiço, outro num banco em frente ao seu, e um quarto rapazito detrás do sitio onde você se sentava. Lembro-me bem. Eu estava do outro lado da rua, mas vi bem. Mesmo à noite, eu vejo bem as coisas. Não é à toa que, em África, eu era um dos melhores snipers da companhia. Não é para me gabar, claro!”, diz o homem. A sua descrição faz desmaiar Celso. Enquanto tenta reanimá-lo, o homem transmite-lhes outra informação, que eles retêm com atenção. “Há bocadinho, um desses miúdos cruzou-se comigo. Não sei que raio ele tinha, mas cheirava muito mal. Cheirava a lixo. De relance, pareceu-me vê-lo com o cabelo basto, desgrenhado, como se já não fosse lavado há várias semanas. E também parecia ter as unhas bastante sujas. Se soubesse que esse miúdo, assim como os outros, andava sozinho na rua, tinha feito qualquer coisa!”, declara com seriedade.
“Quatro miúdos? Sim. Lembro-me bem. Dois ao pé do baloiço, outro num banco em frente ao seu, e um quarto rapazito detrás do sitio onde você se sentava. Lembro-me bem. Eu estava do outro lado da rua, mas vi bem. Mesmo à noite, eu vejo bem as coisas. Não é à toa que, em África, eu era um dos melhores snipers da companhia. Não é para me gabar, claro!”, diz o homem. A sua descrição faz desmaiar Celso. Enquanto tenta reanimá-lo, o homem transmite-lhes outra informação, que eles retêm com atenção. “Há bocadinho, um desses miúdos cruzou-se comigo. Não sei que raio ele tinha, mas cheirava muito mal. Cheirava a lixo. De relance, pareceu-me vê-lo com o cabelo basto, desgrenhado, como se já não fosse lavado há várias semanas. E também parecia ter as unhas bastante sujas. Se soubesse que esse miúdo, assim como os outros, andava sozinho na rua, tinha feito qualquer coisa!”, declara com seriedade.

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