Os filhos de Kurt - página 9
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Os dias passam. Os manos Azumbsen empenham-se na divulgação da empresa, mas a propaganda que fazem obtém resultados quase nulos. Outras pessoas de idade, de perfil semelhante ao da senhora que dissera ter visto um rapazinho vestido de negro a gatinhar pelas sebes, encarregam-nos de procurar os seus bichanos de estimação, que entretanto se escapuliram do lar. Tanto João como Ricardo vêem nestas tarefas um trabalho a tresandar de banal e de humilhante para quem tinha sonhos de desvendar enigmas ocultos ou mistérios terríveis. Mas não recusam o pedido das várias senhoras que aparecem na vivenda, queixando-se da perda de animais queridos. Os dois irmãos conseguem reaver dois gatos perdidos às suas donas, ganhando alguns cobres com isso. “ As mulheres até foram simpáticas! Deram-nos uns contitos...Mas eu só aceitei o dinheiro porque elas, praticamente, nos obrigaram a aceitá-lo! Sinto-me mal por ter aceite estas notas...”, afirma João, um bocado desalentado com o início frouxo do negócio a que se propuseram. “Essas notas vão ser úteis para eu comprar betadine para pôr na cara! Um desses gatos quase me esventrou a tromba!”, resmunga Ricardo, enquanto sente na face as marcas ainda quentes das garras dum dos bichanos que se recusava a ser resgatado para as mãos da sua dona.
Os dias passam. Ninguém os chama para o quer que seja. Discutem a possibilidade de pagarem para terem um anúncio na televisão. A discussão não leva a lado nenhum. Ricardo acha que tal forma de propaganda não resulta e considera que a publicidade no pequeno ecrã poderia torná-los mais em objecto de escárnio do que em alvo da procura de abastados clientes. João acredita que a publicidade televisiva resulta, mas acaba por desistir da ideia, pois não consegue imaginar um anúncio que faça a diferença e que venda o produto que pretendem impingir às audiências.
Os dias passam. Os manos Azumbsen empenham-se na divulgação da empresa, mas a propaganda que fazem obtém resultados quase nulos. Outras pessoas de idade, de perfil semelhante ao da senhora que dissera ter visto um rapazinho vestido de negro a gatinhar pelas sebes, encarregam-nos de procurar os seus bichanos de estimação, que entretanto se escapuliram do lar. Tanto João como Ricardo vêem nestas tarefas um trabalho a tresandar de banal e de humilhante para quem tinha sonhos de desvendar enigmas ocultos ou mistérios terríveis. Mas não recusam o pedido das várias senhoras que aparecem na vivenda, queixando-se da perda de animais queridos. Os dois irmãos conseguem reaver dois gatos perdidos às suas donas, ganhando alguns cobres com isso. “ As mulheres até foram simpáticas! Deram-nos uns contitos...Mas eu só aceitei o dinheiro porque elas, praticamente, nos obrigaram a aceitá-lo! Sinto-me mal por ter aceite estas notas...”, afirma João, um bocado desalentado com o início frouxo do negócio a que se propuseram. “Essas notas vão ser úteis para eu comprar betadine para pôr na cara! Um desses gatos quase me esventrou a tromba!”, resmunga Ricardo, enquanto sente na face as marcas ainda quentes das garras dum dos bichanos que se recusava a ser resgatado para as mãos da sua dona.
Os dias passam. Ninguém os chama para o quer que seja. Discutem a possibilidade de pagarem para terem um anúncio na televisão. A discussão não leva a lado nenhum. Ricardo acha que tal forma de propaganda não resulta e considera que a publicidade no pequeno ecrã poderia torná-los mais em objecto de escárnio do que em alvo da procura de abastados clientes. João acredita que a publicidade televisiva resulta, mas acaba por desistir da ideia, pois não consegue imaginar um anúncio que faça a diferença e que venda o produto que pretendem impingir às audiências.

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